Nota

MCMV pode ir a R$ 21 mil de renda: o que vale e o que é promessa

Se a sua renda passou dos R$ 13 mil mas está longe do que o banco exige pra financiar sozinho, você caiu no ponto cego do mercado. É justamente essa família que o governo agora estuda alcançar.

Desde o fim de junho, a Secretaria Nacional de Habitação avalia mudar o Minha Casa Minha Vida. Segundo reportagens da Nuvem Imobiliária e da Forbes, a proposta em análise elevaria a Faixa 4 para renda de até R$ 21 mil (hoje o teto é R$ 13 mil) e imóveis de até R$ 1,2 milhão (hoje R$ 600 mil), com cortes de juros nas Faixas 3 e 4, bancados por recursos do fundo social do pré-sal. Registre o mais importante: esses números são de proposta em estudo, ainda não aprovada. Nada disso está valendo.

O que vale hoje, pela Portaria 333/2026 do Ministério das Cidades: a Faixa 4 atende renda de até R$ 13 mil, financia imóvel de até R$ 600 mil e cobra 10% ao ano. Quem passa desse teto cai no financiamento comum, que na maioria dos bancos está acima de 11% ao ano mais TR, mesmo com a Selic já em 14,25% (Banco Central).

O que muda pra você: por enquanto, nada na sua parcela. Mas se você é a família que ganha entre R$ 13 mil e R$ 21 mil, essa proposta foi desenhada pra você, e vale acompanhar sem colocar a vida em espera. Estudo técnico e promessa não assinam contrato nem seguram preço de imóvel.

No nosso guia das faixas do MCMV está a tabela vigente com a renda, o juro e o teto de cada faixa. Confira em qual você se enquadra hoje e simule com a regra que já existe. O motivo é direto: a decisão de comprar se faz sobre o que está em vigor, não sobre o que pode vir.

Isto é leitura de mercado pra sua decisão, não recomendação de investimento.

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