Nota
Consórcio de imóvel dispara 48% como alternativa ao financiamento
O banco apertou o quanto você pode financiar. E se desse pra comprar o imóvel sem pegar financiamento? Muita gente já está fazendo isso. É o consórcio de imóvel, que em 2025 cresceu quase 50% e virou a rota de fuga do juro alto. Só que ele troca o juro por outra coisa, e é esse detalhe que decide se vale pra você.
Por que o consórcio disparou?
O consórcio de imóvel movimentou R$ 283,53 bilhões em créditos em 2025, uma alta de 48,4% sobre o ano anterior, segundo a ABAC (a associação das administradoras de consórcio). Com a Selic alta e o banco apertando o financiamento, ele virou a saída de quem não quer pagar juro de crédito imobiliário. Já são 2,83 milhões de consorciados ativos, e os imóveis respondem por 56,7% de tudo que se contrata em consórcio no país.
O que ele cobra no lugar do juro?
O consórcio não cobra juros, mas tem taxa de administração e não entrega o imóvel na hora: você entra num grupo e só leva a carta de crédito quando é sorteado ou dá um lance. Na prática, troca o juro do banco pela espera. Quem tem pressa de morar sente o peso; quem pode planejar e juntar paga menos. Dá pra usar o FGTS e adiantar com lance, mas ninguém garante quando você leva a carta: desconfie de quem promete.
Antes de assinar a carta
Antes de trocar o financiamento pelo consórcio, ponha os dois lado a lado: veja quem ganha, em quanto tempo e a que custo, no comparativo consórcio x financiamento, e confira como está o crédito do banco hoje no mapa do financiamento. Faça essa conta antes de assinar, porque consórcio é compromisso de anos: entrar por impulso achando que é “financiamento sem juro” é o jeito mais caro de descobrir que era outra coisa.
Isto é leitura de mercado pra sua decisão, não recomendação de investimento.
Fontes